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Livro de Raymond Franz, ex-membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová

Copyright © 1998 Cid Miranda


Você sabia que o livro "Crise de Consciência", de Raymond Victor Franz, ex-membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová e um dos principais responsáveis pela obra "Ajuda ao Entendimento da Bíblia", foi lançado em português no dia 02 de outubro de 1999 em pequena quantidade e relançado pela editora Hagnos em fevereiro de 2002? O capítulo 1 começa como está abaixo.



Os que se interessarem em fazer um pedido dele, basta enviar um e-mail para cidfa@fortalnet.com.br ou entrar em contato com a editora Hagnos na cidade de São Paulo à Rua Belarmino Cardoso de Andrade, 108, telefone - (xx11) 5666-1969.


Eis um pequeno trecho do mesmo:





Capítulo 1



O PREÇO DA CONSCIÊNCIA


Quer gostemos quer não, o desafio moral afeta a cada um de nós. É um dos agridoces ingredientes da vida dos quais não se pode escapar com êxito. Tem o poder de enriquecer-nos ou empobrecer-nos, de determinar a verdadeira qualidade de nossas relações com os que nos conhecem. Tudo depende de como reagimos a este desafio. A escolha é nossa — raramente é das mais fáceis.


Temos naturalmente a opção de envolver nossa consciência com uma espécie de casulo de complacência, passivamente "ir levando", protegendo os nossos pensamentos mais íntimos contra o que quer que possa perturbá-los. Quando surgem questões, em vez de tomarmos uma posição, podemos efetivamente dizer: "Eu permanecerei indiferente a isto; outros podem ser afetados — até mesmo prejudicados —, mas eu não." Alguns passam sua vida inteira numa postura moralmente passiva. Porém, quando está tudo consumado, e quando a vida finalmente se aproxima de seu término, seria como se aquele que pode dizer, "Pelo menos tomei posição a favor de alguma coisa", devesse sentir maior satisfação do que aquele que raramente toma posição a favor de alguma coisa.


Às vezes, talvez nos perguntemos se pessoas de profunda convicção têm-se tornado uma espécie em extinção, algo acerca do qual lemos como pertencente ao passado, mas que vemos pouco no presente. A maioria de nós acha razoavelmente fácil agir em boa consciência quando as coisas em questão são menores. Quanto mais está envolvido e maior é o custo, mais difícil se torna resolver as questões de consciência, fazer um julgamento moral e aceitar suas conseqüências. Quando o custo é muito grande, achamo-nos numa situação de encruzilhada moral, enfrentando uma verdadeira crise em nossas vidas.


Este livro é sobre esse tipo de crise, sobre o modo como pessoas a estão enfrentando e o efeito desta em suas vidas.






Este é só o começo. Você realmente tirará proveito do relato de Ray Franz, escrito com candura, compaixão e sensibilidade.


Mesmo aqueles que sentem dificuldade em ler as duras realidades sobre a história das Testemunhas de Jeová por acharem que sua segurança emocional dentro da suposta "organização de Deus" pode de algum modo ficar ameaçada, ainda assim, deveriam ler tais relatos visto que os mesmos contêm informações valiosas sobre o outro lado da história não contada ou sem os branqueamentos costumeiros. Afinal de contas, o responsável pela escrita deste livro viveu de perto o drama oriundo da estrutura de poder da Sociedade Torre de Vigia e de suas conseqüências desastrosas sobre milhares de vidas humanas na comunidade mundial das Testemunhas de Jeová.


Novamente, mesmo para você que pensa que a "Verdade" jamais esconderia quaisquer dados importantes de sua história, não deixe de ler esse livro. Nele você poderá encontrar as cartas e os documentos do Corpo Governante (todos estão traduzidos mas os preservamos também os originais no livro (em inglês) sobre assuntos que o "escravo fiel e discreto" tem decidido arbitrariamente em Brooklyn, produzindo, conforme mostra o próprio livro "Proclamadores", pág. 674, mortes, estupros, perdas de lares, vitupério para o "nome de Deus", etc.


O livro de História "oficial" das Testemunhas de Jeová, ("Proclamadores") relata o que acabamos de citar acima (na página apontada) mas não mostra com detalhes que isso tudo ocorreu, nas décadas de 60 e 70, por exemplo, por causa da proibição da aquisição de um documento do único partido político de Malauí enquanto no México, no mesmo período, os irmãos usavam a "cartilla" (carteira de reservista), sendo assim, a mesma questão, a "neutralidade cristã nos assuntos políticos do mundo".


Qual a razão de tantas mortes naquele país (Malaui) e nenhuma no outro (México) quando a questão era mesma? Uma delas se deve ao legalismo, ao autoritarismo religioso e aos duplos critérios voltados para certos interesses de um sistema religioso.


Contudo, esse caso é uma pequena ponta do iceberg; há muito mais que envolve você, Testemunha de Jeová, mas isso você poderá descobrir e julgar por si mesmo.


Sei que você, leitor, pode achar que tudo isso é mentira ou calúnia. Isso é compreensível em vista de todo o ferrenho controle de informações que a organização impõe às Testemunhas de Jeová, em nome da proteção contra uma suposta "apostasia".


Como Testemunhas de Jeová por tantos e tantos anos, sabemos que elas, vez após vez, são incentivadas de forma sistemática a "não buscarem na lata de lixo", "não comerem da mesa dos demônios", e assim por diante. Conhecemos bem essa metodologia de controle de informação que utiliza tanto a intimidação como ameaças de expulsão; seguíamos esse aparente "conselho amoroso" que, no entanto, nada mais é do que apenas mais uma das estratégias de um punhado de homens que se apropriam indevidamente de um texto bíblico para se auto-proclamar o "escravo fiel e discreto" de que Jesus falou.


Mas por que a verdade temeria o confronto com a mentira? Afinal de contas, Rutherford que se auto-intitulava de Juiz (na verdade, advogado), já declarava em seu livro "Milhões que agora vivem jamais morrerão" (pág. 16, par. 1): "O erro procura sempre a obscuridade; enquanto a verdade é sempre realçada pela luz. O ERRO NUNCA DESEJA SER INVESTIGADO. A LUZ SEMPRE PROCURA UMA PERFEITA E COMPLETA INVESTIGAÇÃO".


Eis o prefácio do livro "Crise de Consciência", em português:


Prefácio


A tendência da autoridade religiosa de procurar dominar ao invés de servir, e a luta dos que não querem perder sua liberdade de consciência dada por Deus – sim, estes componentes formam a essência da narrativa franca e muito pessoal de "Crise de Consciência". O cenário do conflito reside na associação com um grupo religioso específico, as Testemunhas de Jeová. Os mesmos temas fundamentais que assinalam esta narrativa, contudo, podem surgir dentro de qualquer religião do mundo.


Começando nos anos posteriores a 1870 como grupo independente de Estudo Bíblico, formado por um punhado de pessoas em Pittsburgh, Pensilvânia, as Testemunhas de Jeová já contam hoje com mais de seis milhões de adeptos em mais de 200 terras. Quando sua agência editorial, a Sociedade Torre de Vigia, lança um novo livro a impressão inicial regular é de um milhão de exemplares, seguidos de outros milhões. Nos países em que estão ativas, poucas pessoas ainda não tiveram contato com as Testemunhas em resultado de sua intensa atividade de porta em porta.


Assim mesmo, para a maioria das pessoas, esta continua a ser uma religião quase misteriosa. De modo mais notável, bem poucas das próprias Testemunhas têm qualquer conhecimento dos processos de elaboração de doutrinas e criação de normas de sua própria organização. Os debates de seu Corpo Governante, que tem autoridade mundial, ocorrem em total sigilo. Ainda assim, as decisões do Corpo se aplicam – e de modo obrigatório – a todas as Testemunhas da terra.


Tendo sido um membro de terceira geração das Testemunhas de Jeová, o autor viveu entre elas os primeiros sessenta anos de sua vida servindo em diversos países e em todos os níveis da estrutura organizacional. Desses sessenta anos, os últimos nove ele passou no conselho executivo central, o Corpo Governante. Aqueles anos o levaram à crise de consciência que tornou-se o tema deste livro. É uma narrativa ímpar. Proporciona ao leitor uma visão das sessões decisórias de um conselho religioso fechado, e do poderoso, às vezes dramático, impacto que suas decisões têm sobre as vidas das pessoas. Apresentada com sensibilidade e compaixão, a informação suscita ao mesmo tempo questões bem fundamentais que tanto afetam quanto estimulam a nossa consciência.









Fotos do autor em 2 momentos diferentes:






Em 1975, com seus companheiros do Corpo Governante numa foto particular.

Na fila de cima, da esquerda para direita: Daniel Sydlik, Theodore Jaracz, Raymond Franz (renunciou em 1980), Lyman Swingle, Lloyd Barry (faleceu em 1999), Milton Henschel (faleceu em março de 2003), William Jackson (falecido, abaixo) Karl Klein (faleceu em Jan 2001), Grant Suiter (falecido), Albert Schroeder, Leo Greenlees (foi forçado a renunciar) Na fila de baixo: Ewart Chitty (foi forçado a renunciar), Frederick Franz (faleceu em 1992 e foi o 4o. presidente da Sociedade Torre de Vigia), Nathan Knorr (faleceu em 1977 e foi o 3o. presidente), George Gangas (falecido), John Booth (falecido), Charles Fekel (falecido) Não aparecem: John Barr, Carey Barber, Martin Poetzinger (falecido) e Gerrit Loesch





Meados da década de 90.






 
Quarta, 21 de Novembro de 2018 Última Atualização: 28 de Janeiro de 2015 Visitante Nº: 251500