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Fotos de uma Ocasião Especial

Copyright © 2002 Cid Miranda



Todo ano celebramos o maravilhoso resgate que nosso Criador proveu à humanidade através da morte sacrificial de seu filho, Cristo Jesus. (João 17:3 e Lucas, capítulo 22 a 24)



Quão reanimador e reconfortante tem sido reunirmos nossa família e alguns amigos, ao longo desses anos subseqüentes à saída da organização Torre de Vigia (out/98) para relembrarmos com simplicidade e sem rituais inventados por homens, essa ocasião tão especial estabelecida pelo próprio Cristo, o filho de Deus. E é nas palavras dele que encontramos sentido para fazer isso, vez após vez:



"Tomou também um pão, deu graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: 'Isto significa o meu corpo que há de ser dado em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim'. Do mesmo modo também o copo, depois de terem [tomado] a refeição noturna, dizendo: 'Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.´" (Lucas 22:19, 20)



Seguem, então, algumas de nossas fotos da "Comemoração da Morte de Cristo" em março de 2002.



Nota: Essas 5 fotos foram tiradas antes do discurso de William Gadêlha sobre a importância dessa ocasião para todos os cristãos.


Os cinco que saíram da organização na mesma época (outubro de 1998). Da esquerda para direita - Andréa, William, Adriane, Cid e Silene. Depois, alguns amigos e parentes:







Participar dos Emblemas?



É perfeitamente compreensível que após algum tempo na organização, onde a absoluta maioria das Testemunhas de Jeová são acostumadas apenas a passar as bandejas de mão em mão, sem tomar do vinho nem comer do pão, alguns fiquem curiosos para saber de algo que, na verdade, é muito simples – se participamos ou não dos emblemas.



João 6:51 diz:



"Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão viverá para sempre; e, de fato, o pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo."


E mais adiante, nos versículos 53 a 56:



"Digo-vos em toda a verdade: A menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna e eu o hei de ressuscitar no último dia... Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue permanece em união comigo e eu em união com ele."


Temos portanto, bons motivos para querer comer e beber do corpo e sangue (simbólicos) de Cristo, isto é, do pão e do vinho.



Em Mateus 26:26 e 27 Jesus convidou:



"‘Tomai, comei. Isto significa meu corpo.’ Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lho dizendo: "Bebei dele, TODOS vós..."


Muitos anos depois, todos os cristãos ainda realizavam essa comemoração, como constatamos nas palavras de Paulo em 1 Coríntios 11:20-33. Na verdade, NÃO HÁ EM PARTE ALGUMA DA BÍBLIA, algo que diga que só devem participar dos emblemas algumas pessoas de um grupo especial, um "pequeno rebanho", conforme entendimento particular da organização das Testemunhas de Jeová.



As palavras de Jesus já citadas são bem claras: por participarmos dos emblemas mostramos que aceitamos a provisão de Deus para ter seu favor e ganhar a vida eterna. É nosso dever como cristãos.



A organização usa a passagem de 1 Coríntios 11:27 para intimidar:



"Conseqüentemente, quem comer o pão ou beber do copo do Senhor indignamente, será culpado com respeito ao corpo e ao sangue do Senhor."


As Testemunhas de Jeová são, desse modo, levadas a crer que comer ou beber "indignamente" é participar dos emblemas sem ser dos "ungidos", os 144 mil, uma classe especial que, de acordo com o Corpo Governante, co-governará a terra com Cristo. (Clique aqui: Os 144 Mil...)



A Bíblia também não faz, em parte alguma, tal distinção entre "ungidos" e "não-ungidos". Há "uma só esperança, uma só fé um só batismo". (Efésios 4:4-5) Lendo o contexto do capítulo 11 de 1 Coríntios, fica bem claro que comer e beber indignamente é participar sem ‘discernir o corpo’ (1 Cor. 11:29) ou seja, sem entender o que se está fazendo, o significado da ocasião, ou então sem o fazer com o devido respeito. Assim, nós, desde que fizemos nossa primeira comemoração da Ceia do Senhor (abril/99) fora da organização, participamos do pão e do vinho, o que tornou a data bem mais significativa para nós, mais conscientes do nosso apreço pelo sacrifício do senhor Jesus. É uma lembrança, feliz, grata e consciente. Só agora vemos como é sem sentido aquela comemoração no Salão, com centenas de pessoas, em que na maioria das vezes, nem uma única pessoa come daquele pão ou bebia daquele vinho. Era mais um dos ensinos sem fundamento bíblico vindo do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová.



Se a organização ainda existir daqui a 50 anos, e os "ungidos" já tiverem todos falecido, a Sociedade se verá num dilema:


1) Parar de fazer a comemoração, por não haver mais participantes, e assim descumprindo as palavras de Jesus aos cristãos: "Persisti em fazer isso..."


2) Sair com uma "nova luz", pela qual TODAS as Testemunhas de Jeová poderão participar do pão e do vinho.



Quem viver, verá. Da organização podemos esperar esses tipos de mudanças, de "novas luzes", novas "necessidades".



Números:


Quanto ao número de pessoas que sempre nos acompanham nessa ocasião, a quantidade não tem a mesma importância para nós como tem para a organização Torre de Vigia que precisa demais de números para manter sua mega-estrutura em pé e com suas "prensas funcionando". "We have to keep those presses busy" ("temos de manter essas prensas funcionando"), comentou certa vez Nathan Knorr, 3o. presidente da organização (1942-1977) a membros do Corpo Governante, dentre outros no Betel de Brooklyn que freqüentemente o ouviam dizer isso. (Em Busca da Liberdade Cristã, página 193, em inglês)


A quantidade de pessoas que se ajuntam para a Ceia do Senhor não é uma questão crucial para o próprio filho de Deus, se pensarmos na declaração que ele fez: "onde estiverem 2 ou 3 ajuntados em meu nome, ali estarei eu no meio deles". (Mateus 18:20)



Números não podem fazer tanta diferença quando se pensa nas palavras de Jesus "...estreito é o portão e apertada a estrada que conduz a vida, e poucos são os que o acham..." (Mateus 7:13, 14). Ademais, reflitamos: se tamanho fosse tão importante, as religiões com um bilhão ou mais de adeptos, sim, elas é que estariam cumprindo a profecia de Isaías 60:22: "o próprio pequeno tornar-se-á mil e o menor, uma nação forte" que a organização aplica tanto a ela. Ora, as Testemunhas são apenas uma pequeníssima fração de pessoas no planeta (6 milhões) e há anos elas estão sem crescer em vários países do mundo. (Veja os últimos relatórios dos EUA e como as Testemunhas há anos não conseguem crescer na própria "casa" nem em muitos países da Europa, etc.)


Portanto, quanto aos "poucos" que têm estado conosco para fazer a Ceia do Senhor (amigos e familiares), interessa-nos tão-somente que eles prezem essa ocasião. O que deve ser grande, ou melhor, grandioso, é o evento em si a ser lembrado, conforme enfatizado pelo filho de Deus.









 
Quinta, 20 de Julho de 2017 Última Atualização: 28 de Janeiro de 2015 Visitante Nº: 235380